POSEÍDON: DEUS GREGO DOS MARES

10/06/2020

     Poseidon é o Deus Grego do Mares, diferente de Ponto por exemplo que diz respeito apenas ao mar aberto. Poseidon é um Deus de extrema relevância na Mitologia Grega; é filho de Urano e irmão de Zeus.

POSEÍDON DEUS GREGO

     Posídon (em grego clássico: Ποσειδῶν; transl.: Poseidōn), também conhecido como Poseídon, Poseidon, Posidão, Posêidon ou Possêidon, assumiu o estatuto de deus supremo do mar, conhecido pelos romanos como Netuno, possivelmente tendo origem etrusca como Nethuns. Também era conhecido como o deus dos terremotos. Os símbolos associados a Posídon com mais frequência eram o tridente e o golfinho. A origem de Posídon é cretense, como atesta seu papel no mito do Minotauro. Na civilização minoica era o deus supremo, senhor do raio, atributo de Zeus no panteão grego, daí o acordo da divisão de poderes entre eles, cabendo o mar ao antigo rei dos deuses minoicos. A primeira ocorrência atestado do nome, escrito em Linear B, é Po-se-da-o'ouor Po-se-da-wo-n, que correspondem a Poseidaōn e Poseidawonos em grego micênico; em grego homérico aparece como Ποσειδάων (Poseidaōn); em eólico como Ποτειδάων (Poteidaōn); e em dórico como Ποτειδάν (Poteidan), Ποτειδάων (Poteidaōn), e Ποτειδᾶς (Poteidas). Um epíteto comum de Posídon é Γαιήοχος Gaiēochos, "agitador da Terra", um epíteto que também é identificado em tabuletas da Linear B. Outra palavra atestada, E-ne-si-da-o-ne, relembra seus epítetos posteriores Ennosidas e Ennosigaios, indicando a natureza ctônica do deus grego.

ORIGEM DE POSEÍDON (NOME)

     As origens do nome "Posídon" são obscuras. Uma teoria as divide em um elemento que significa "marido" ou "senhor" πόσις (posis), do protoindo-europeu *pótis) e um outro elemento que significa "terra" (δᾶ (da), dórico para γῆ (gē)), produzindo algo como senhor ou cônjuge de Da, ou seja, da terra; isso seria ligá-lo com Deméter, a "mãe da Terra". O estudioso alemão Walter Burkert conclui que "o segundo elemento da- permanece irremediavelmente ambíguo" e encontra um "marido da Terra", uma leitura "completamente impossível de provar." Outra teoria interpreta o segundo elemento como relacionado com a palavra *δᾶϝον dâwon "água"; isso tornaria *Posei-dawōn o mestre das águas. Há também a possibilidade de que a palavra tem origem do pré-grego. Platão em seu diálogo Crátilo dá duas etimologias alternativas: ou o mar o deteve enquanto caminhava com um "trava aos pés" (ποσίδεσμον), ou ele "sabia de muitas coisas" (πολλά εἰδότος or πολλά εἰδῶν). Na língua portuguesa foram-lhe atribuídos muitos nomes, tais como Posídon, uma transliteração de seu nome em grego antigo, e Posidão. É também referido como Poseidon, nome também presente no mundo anglófono, ou Possêidon, também usado na lusofonia.

NASCIMENTO

     Poseídon era um dos filhos de Cronos e Reia, e, como seus irmãos e irmãs, foi engolido por Cronos ao nascer. A ordem de nascimento de seus irmãos, segundo Pseudo-Apolodoro, é Héstia (a mais velha), seguida de Deméter e Hera, seguidas de Hades e Posídon o próximo a nascer, Zeus, foi escondido por Reia em Creta, que deu uma pedra para Cronos comer. Higino enumera os filhos de Saturno e Reia como Vesta, Ceres, Juno, Júpiter, Plutão e Netuno, ele também relata uma versão alternativa da lenda, em que Saturno encerra Orco no Tártaro e Netuno em baixo do mar, em vez de comê-los. Primordialmente Zeus terá obrigado seu pai, Cronos, a regurgitar e restabelecer a vida aos filhos que este engoliu, entre eles está Posídon, explicando assim Zeus como o irmão mais novo, pois sua mãe Reia, deu uma pedra em seu lugar. Posídon fora criado entre os Telquines, os demónios de Rodes. Quando atingiu a maturidade, apaixonou-se por Hália, uma das irmãs dos Telquines, e desse romance nasceram seis filhos e uma filha, de nome Rodo, daí o nome da ilha de Rodes.

DIVINDADE

     Posídon disputou com Atena para decidir qual dos dois seria o padroeiro de Atenas. Segundo Marco Terêncio Varrão, citado por Agostinho de Hipona, as mulheres da Ática tinham o direito ao voto na época do rei Cécrope I. Quando este rei fundou uma cidade, nela brotaram uma oliveira e uma fonte de água. O rei perguntou ao oráculo de Delfos o que isso queria dizer, e resposta foi que a oliveira significava Minerva e a fonte de água Netuno, e que os cidadãos deveriam escolher entre os dois qual seria o nome da cidade. Todos os cidadãos foram convocados a votar, homens e mulheres; os homens votaram em Netuno, as mulheres em Minerva, e Minerva venceu por um voto. Netuno ficou irritado, e atacou a cidade com as ondas. Para apaziguar o deus (que Agostinho chama de demônio), as mulheres de Atenas aceitaram três castigos: que elas perderiam o direito ao voto, que nenhum filho teria o nome da mãe e que ninguém as chamaria de atenienses.

POSEÍDON NA ILÍADA

     Na Ilíada, Poseídon aparece-nos como o deus supremo dos mares, comandando não apenas as ondas, correntes e marés, mas também as tempestades marinhas e costeiras, provocando nascentes e desmoronamentos costeiros com o seu tridente. Embora seu poder pareça ter se estendido às nascentes e lagos, os rios, por sua vez, têm as suas próprias deidades, não obstante o facto de que Posídon fosse dono da magnífica ilha de Atlântida. Geralmente, Posídon usava a água e os terremotos para exercer vingança, mas também podia apresentar um caráter cooperativo. Ele auxiliou bastante os gregos na Guerra de Troia, mas levou anos se vingando de Odisseu, que havia ferido a cria de um de seus ciclopes. Os navegantes oravam a ele por ventos favoráveis e viagens seguras, mas seu humor era imprevisível. Apesar dos sacrifícios, que incluíam o afogamento de cavalos, ele podia provocar tempestades, maus ventos e terremotos por capricho. Considerando que as inúmeras aventuras amorosas de Posídon foram todas frutíferas em descendentes, é de notar que, ao contrário dos descendentes de seu irmão Zeus, os filhos do deus dos mares, tal como os de seu irmão Hades, são quase todos maléficos e de temperamentos violentos. Alguns exemplos: de Teosa nasce o ciclope Polifemo; de Medusa nasce o gigante Crisaor; de Amimone nasce Náuplio; com Deméter nasce Despina, deusa do inverno que acaba com tudo o que sua mãe e sua meia-irmã Perséfone cultivam, também congela as águas; com Ifimedia, nascem os irmãos gigantes Oto e Efialtes (os Aloídas), que chegaram mesmo a declarar guerra aos deuses. Por sua vez, os filhos que teve com Halia cometeram tantas atrocidades que o pai teve de os enterrar para evitar-lhes maior castigo. Casou ainda com Anfitrite, filha de Nereu e Dóris de quem nasceu o seu filho Tritão, o deus dos abismos oceânicos, que ajudou Jasão e os seus argonautas a recuperar o Velocino de ouro e Rode.

SEUS FILHOS SÃO

    • Boeoto e Heleno, por Antíopa, filha de Éolo
    • Agenor e Belo, por Líbia, filha de Épafo
    • Belerofonte, por Eurínome, filha de Niso
    • Leuconoé por Temisto, filha de Hipseu
    • Hirieu, por Alcíone (filha de Atlas)
    • Abas por Aretusa, filha de Nereu
    • Efoceu por Alcíone (filha de Atlas)
    • Díctis por Agamede, filha de Aúgias
    • Evadne por *Lena, filha de Lêucipo
    • Megareu por Oenope, filha de Epopeu
    • Cigno por Cálice, filha de Hecato
    • Periclimeno e Anceu por Astipaleia, filha de Fênix
    • Neleu e Pélias por Tiro (mitologia), filha de Salmoneu
    • Eupemo, Lico e Nicteu por Celeno, filha de *Ergeu
    • Eumolpo por Quíone, filha de Áquilo
    • Meto por Melite, filha de Búsiris
    • Despina e Árion (gêmeos), por Deméter.

POSEÍDON VS ATENA

     A região da Ática na Grécia foi primeiro comandada pelo rei Cécrope, que era metade humano e metade serpente. O lugar era rodeado por mares e, portanto, o culto a Poseidon era forte entre os habitantes. O deus dos mares tinha o desejo de uma cidade devota a ele. Para isso, prometeu à cidade um cavalo e uma fonte de água salgada.Acontece que a deusa Atena também tinha o desejo de ter Ática devota a ela. Por isso, criou uma oliveira e prometeu sabedoria à cidade. Os homens, que viviam grande parte do tempo nos mares, escolheram Poseidon como deus da cidade. Contudo, as mulheres, em maior quantidade, escolheram Atena. Zeus teve de interferir, levando a situação para ser decidida pelos deuses do Olimpo. No fim, Atena acabou sendo escolhida patrona da região e um templo em sua homenagem foi erguido no topo da Acrópole na cidade até hoje conhecida como Atenas. Irritado com a perda do patronato da cidade, Poseidon tomou uma das mais atitudes mais machistas de toda mitologia grega: ele tirou das mulheres de Atenas seu direito de voto, privando-as da cidadania. Fonte

A HISTÓRIA DE POSEÍDON EM VÍDEO


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