Quimera: Aparência Híbrida na Mitologia Grega

07/08/2020

     Químera foi uma figura extremamente popular na Mitologia Grega e é um monstro enorme de dois ou mais animais! Isso sem mencionar o fato de poder cuspir ácido.


O que é Quimera?

     Quimera é uma figura mística caracterizada por uma aparência híbrida de dois ou mais animais e a capacidade de lançar fogo pelas narinas, sendo portanto, uma fera ou besta mitológica. 

     Oriunda da Anatólia e cujo tipo surgiu na Grécia durante o século VII a.C., sempre exerceu atração sobre o imaginário popular. De acordo com a versão mais difundida da lenda, a quimera era um monstruoso produto da união entre Equidna: metade mulher, metade serpente e o gigantesco Tifão. Wikipédia

Mas quem é Tifão?

     Tifão é um gigante da mitologia a quem imputavam os gregos a paternidade dos ventos ferozes e violentos. É filho de Gaia e de Tártaro. Hesíodo o descreve assim:

"As vigorosas mãos desse gigante trabalhavam sem descanso, e os seus pés eram infatigáveis; sobre os ombros, erguiam-se as cem cabeças de um medonho dragão, e de cada uma se projetava uma língua negra; dos olhos das monstruosas cabeças jorrava uma chama brilhante; espantosas de ver, proferiam mil sons inexplicáveis e, por vezes, tão agudos que os próprios deuses não conseguiam ouvi-los; ora o poderoso mugido de um touro selvagem, ora o rugido de um leão feroz; muitas vezes - ó prodígio! - o ladrar de um cão, ou os clamores penetrantes de que ressoavam as altas montanhas. Tifão é uma besta horripilante nascida para acabar com Zeus e com o Olimpo. Filho da vingativa Gaia e do sinistro Tártaro, um deus primordial que vive enclausurado nas profundezas. Foi responsável pela fuga em massa dos deuses olimpianos, porque é capaz de incutir grande pavor. Venceu a primeira luta contra Zeus, mas foi derrotado na segunda."

Um pouco mais sobre Quimera:

     Outras lendas a fazem filha da hidra de Lerna e do leão da Nemeia, que foram mortos por Hércules. Criada pelo rei da Cária, mais tarde assolaria este reino e o de Lícia bafejando fogo incessantemente, até que o herói Belerofonte, montado no cavalo alado Pégaso, conseguiu matá-la.

     Com o passar do tempo, chamou-se genericamente quimera a todo monstro fantástico empregado na decoração arquitetônica. Em Alquimia, é um ser artificial (assim como o homúnculo), criado a partir da fusão de um ser humano e animal.

     Figurativamente ou em linguagem popular mais ampla, o termo quimera alude a qualquer composição fantástica, absurda ou monstruosa, constituída de elementos disparatados ou incongruentes, significando também utopia. A palavra quimera, por derivação de sentido, significa também o produto da imaginação, um sonho ou fantasia.

Aparência:

     Sua aparência é descrita de forma diversa nas várias narrativas mitológicas ou nas artes plásticas. Por exemplo:

  • Cabeça e corpo de leão, com duas cabeças anexas, uma de cabra e outra de dragão, ou só uma cabeça de cabra.
  • Lança fogo pelas narinas e tem uma cauda de serpente e outra de leão.
  • Teria duas asas, semelhantes às de um dragão, ligadas ao seu corpo de leão. Apesar de aparentemente não voar, algumas lendas ou mitologias mencionam o fato de poder voar.

Atualidade:

     Após a Idade Média, com a expansão da ideia do dragão, a quimera perdeu espaço. Visivelmente, claro nas Igrejas Católicas atualmente, com São Jorge matando um Dragão substituindo Belerofonte e a quimera.

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