A História de Polifemo e Odisseu

09/07/2020
    "Eu sou Ninguém". Já ouviu essa citação? Frase dita por Odisseu (Ulisses) ao rei Ciclope Polifemo, filho de Posídon (Poseidon) e da ninfa Teosa que vivia em uma caverna próxima à Sicília, cuidando de ovelhas.

Quem foi Odisseu?

     Odisseu (Ulisses) foi, na Mitologia Grega e na mitologia romana um personagem da Ilíada e da Odisseia, de Homero. É a personagem principal dessa última obra, e uma figura à parte na narrativa da Guerra de Troia. É um dos mais ardilosos guerreiros de toda a epopeia grega, mesmo depois da guerra, quando do seu longo retorno ao seu reino, Ítaca, uma das numerosas ilhas gregas.

Polifemo e Odisseu:

     Sua vida é interrompida quando Odisseu (Ulisses, na mitologia romana) e seus homens desembarcam na terra dos ciclopes procurando comida durante a viagem de Troia de volta para casa. Odisseu e os seus companheiros entraram no antro de Polifemo procurando comida e bebidas, não sabendo que se tratava do local onde o ciclope dormia e guardava as suas ovelhas. 

     Quando Polifemo regressa, fecha a caverna com uma rocha enorme, aprisionando os marinheiros. Ofegantes, frente a figura do gigante de um olho só no meio da testa, eles revelam sua presença. O cíclope agarra dois homens e os devora. Depois de bloquear a entrada da caverna com uma pedra enorme, Polifemo continua devorando dois homens de cada vez. 

     Odisseu então arranja um plano para todos escaparem e oferece vinho a Polifemo, que pergunta quem lhe oferece a bebida, ao que Odisseu responde: "foi Ninguém". Quando Polifemo adormece devido à bebida, Odisseu e seus homens afiam uma vara e a espetam no olho do cíclope, cegando-o. 

     No dia seguinte, Polifemo abre a caverna para deixar sair as ovelhas, verificando com o tacto se são realmente ovelhas ou os prisioneiros. Porém estes escondem-se, segurando-se por baixo das ovelhas, conseguindo escapar. Polifemo, ao aperceber-se da fuga, grita que "Ninguém tinha-o cegado" aos seus companheiros ciclopes, mas estes ignoram-no. Já em seu navio Odisseu zomba de Polifemo e revela seu nome (grita que não tinha sido "Ninguém" a feri-lo, mas sim Odisseu). 

     Polifemo, furioso, atira grandes rochas ao acaso para o mar, que quase atingem a embarcação. O ciclope pede a seu pai Posídon que se vingue de Odisseu, amaldiçoando os gregos. Posídon atende, atormentando Odisseu durante o resto da viagem. Wikipédia

Texto baseado na Eneida:

     Segundo uma rápida passagem da Eneida, de Virgílio, os troianos passaram pela ilha dos ciclopes aparentemente poucas semanas depois de Odisseu. E lá encontraram Aquemênides, um soldado de Odisseu que foi deixado para trás enquanto os outros fugiam. Ele narra aos troianos o que se passou entre seu rei e Polifemo, mas interrompe a narrativa quando vê que o próprio Polifemo, agora cego, vem caminhando na direção da praia para lavar seu olho ferido. Em silêncio, os troianos procuram fugir o mais depressa possível dali com seus barcos. 

     Mas Polifemo, embora cego, percebe algo se movendo na água ao lado dele. O monstro tenta agarrar os barcos, mas não consegue e os troianos fogem em segurança. E isso faz o ciclope gritar de ódio o mais alto que pode, atraindo para a praia os demais ciclopes da ilha, que ficam a olhar para os troianos se afastando sem nada poderem fazer.

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