Osíris: O Deus dos Mortos da Mitologia Egípcia

14/02/2022

     Osíris é, na Mitologia Egípcia, o Deus dos Mortos e, também, Deus do Julgamento. Ninguém representa melhor Osíris como Deus e guardião dos mortos, até porquê... em sua representação, Osíris é um homem falecido.

Osíris na Mitologia Egípcia:

     Osíris é um deus exclusivo da Mitologia Egípcia. Conhecido com o Deus dos Mortos, além de ser a divindade da vegetação, do julgamento e do além. Em outras culturas, seu nome é variavelmente transcrito em Asar, Ausir, Wesir, Ausare, Hagir, Heinir, Higor, Hermes, Antar, Varor, entre outros. 

     Oriundo de Busíris, no Baixo Egito, foi, primitivamente, a deificação da força do solo, que faz a vegetação crescer; disto derivou seus atributos posteriores, que o exaltam como o inventor da agricultura e consequentemente o propiciador da civilização, do qual tornou-se uma espécie de patrono. Mais tarde, seus mitos passaram a representá-lo como um mítico faraó que teria governado o Egito em tempos imemoriais, sendo traído por seu próprio irmão, Seth, que o mata para obter o trono. Osíris, vencendo a morte, renasce no Além, tornando-se o Senhor da vida pós morte e juiz dos espíritos que lá chegam. 

     Embora a trajetória de deus da vegetação para deus da vida após morte pareça desconexa e incoerente, o que há de comum nessas atribuições é o conceito de ciclos de vida e renascimento que tanto a vegetação quanto a passagem para o além carregam. Assim, pode-se dizer que, resumidamente, Osíris é o deus do renascimento.

Osíris é um dos deuses mais populares e cultuados do Egito Antigo. Era Osíris quem julgava os mortos! De forma resumida, decidia se as almas dos mortais iam para o céu ou... para o inferno.

Osíris era muito popular!

     Osíris foi um dos deuses mais populares do Antigo Egito, cujo culto remontava às épocas remotas da história egípcia e que continuou até a era Greco-Romana, quando o Egito perdeu a sua independência política. Marido de Ísis e pai de Hórus, era ele quem julgava os mortos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia à pesagem do coração ou psicostasia.

     Osíris, é sem dúvida o deus mais conhecido do Antigo Egito, devido ao grande número de templos que lhe foram dedicados por todo o país, porém, os seus começos foram os de qualquer divindade local e é também um deus que julgava a alma dos egípcios se eles iam para o paraíso (lugar onde só há fartura). 

     Para os seus primeiros adoradores, Osíris era apenas a encarnação das forças da terra e das plantas. À medida que o seu culto se foi difundindo por todo o espaço do Egito, Osíris enriqueceu-se com os atributos das divindades que suplantava, até que, por fim substituiu a religião solar. Por outro lado a mitologia engendrou uma lenda em torno de Osíris, que foi recolhida fielmente por alguns escritores gregos, como Plutarco. 

     A dupla imagem que de ambas as fontes chegou até nós deste deus, cuja cabeça aparece coberta com a mitra branca, é a de um ser bondoso que sofre uma morte cruel e que por ela assegura a vida e a felicidade eterna a todos os seus protegidos, bem como a de uma divindade que encarna a terra egípcia e a sua vegetação, destruída pelo sol e a seca, mas sempre ressurgida pelas águas do Nilo.


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Aparência:

     Osíris é representado em sua forma mais desenvolvida de iconografia usando a coroa Atef, que é semelhante à coroa branca do Alto Egito, mas com a adição de duas penas de avestruz enroladas em cada lado. Ele também carrega o cajado e o mangual. Acredita-se que o cajado represente Osíris como um deus pastor. O simbolismo do mangual é mais incerto com o chicote de pastores, o chicote de moscas ou a associação com o deus Andjety do nono nomo do Baixo Egito proposto. 

     Ele era comumente descrito como um faraó com uma tez verde (a cor do renascimento) ou preta (aludindo à fertilidade da planície de inundação do Nilo) em mumiforme (usando as armadilhas da mumificação do peito para baixo).

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Mito de Osíris:

     Plutarco relata uma versão do Mito de Osíris em que Set (irmão de Osíris), junto com a Rainha da Etiópia, conspirou com 72 cúmplices para planejar o assassinato de Osíris. Set enganou Osíris para entrar em uma caixa, que Set então fechou, selou com chumbo e jogou no Nilo. A esposa de Osíris, Ísis , procurou seus restos mortais até que finalmente o encontrou embutido em um tronco de tamargueira, que sustentava o telhado de um palácio em Biblos, na costa fenícia. Ela conseguiu retirar o caixão e recuperar o corpo do marido.

     Em uma versão do mito, Ísis usou um feitiço para reviver Osíris brevemente para que ele pudesse engravidá-la. Depois de embalsamar e enterrar Osíris, Ísis concebeu e deu à luz seu filho, Hórus. Depois disso, Osíris viveu como o deus do submundo. Por causa de sua morte e ressurreição, Osíris foi associado com a inundação e recuo do Nilo e, portanto, com o crescimento anual e a morte das colheitas ao longo do vale do Nilo.


Osíris na Mitologia Grega:

     Os primeiros reis ptolomaicos promoveram um novo deus, Serápis, que combinou traços de Osíris com os de vários deuses gregos e foi retratado em uma forma helenística. Serápis foi muitas vezes tratado como o consorte de Ísis e tornou-se a divindade padroeira da capital dos Ptolomeus, Alexandria. 

     As origens de Serápis não são conhecidas. Alguns autores antigos afirmam que o culto de Serápis foi estabelecido em Alexandria pelo próprio Alexandre, o Grande, mas a maioria dos que discutem o assunto das origens de Serápis conta uma história semelhante à de Plutarco. Escrevendo cerca de 400 anos após o fato, Plutarco afirmou que Ptolomeu I estabeleceu o culto depois de sonhar com uma estátua colossal em Sinopena Anatólia. 

     Seus conselheiros identificaram a estátua como o deus grego Hades e disseram que o nome egípcio de Hades era Serápis. Este nome pode ter sido uma helenização de "Osíris-Apis". Osíris-Apis era uma divindade patronal da Necrópole de Mênfis e o pai do touro Apis que era adorado lá, e textos dos tempos ptolomaicos tratam "Serapis" como a tradução grega de "Osíris-Apis". 

     Mas pouca evidência para o culto de Serápis vem de Mênfis, e grande parte vem do mundo mediterrâneo sem referência a uma origem egípcia para Serápis, então Mark Smith expressa dúvidas de que Serápis se originou como uma forma grega de Osíris-Apis.

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