RITUAIS GREGOS SACRIFICAVAM CRIANÇAS

20/02/2020

     Descubra como eram os Rituais Gregos e porquê os gregos tinham o costume de sacrificar animais, crianças e pessoas de má aparência em seus rituais. Mitologia Grega para o mundo real. 

RITUAIS GREGOS

     Nem só legados positivos foram deixados pelos gregos. Há também um aspecto sombrio, uma crença difundida entre a sociedade grega sobre a existência de demônios e fantasmas que personificavam os medos mais terríveis das pessoas. Este temor era muito retratado nas peças clássicas, que representavam envenenamentos, assassinatos e mortes; muitas das causas provocadas por política, outras, apenas por uma simples questão cultural.

RITOS NA GRÉCIA ANTIGA

     Ritos de passagem: eram momentos de transição em que o indivíduo se submetia! Somente através desses rituais um recém nascido, por exemplo, seria inserido e aceito na sociedade. Antes disso, um bebê poderia ser descartado (como é possível vermos com frequência na cidade de esparta). Um jovem só se tornaria adulto e gozaria da plenitude dos direitos de cidadão após passar por estes ritos. Os rituais eram divididos em três fases:

1 - Isolamento e marginalização do indivíduo;

2 - Transição e treinamento para o novo papel a exercer diante da sociedade;

3 - Reintegração da sociedade e ao novo grupo social.


METADE DOS BEBÊS ERAM MORTOS EM ESPARTA

     No momento em que os bebês do sexo masculino nasciam, os pais eram obrigados a levarem-no aos sábios anciãos do governo para realizarem exames médicos. Caso a criança não apresentasse algum problema físico, o pai poderia leva-lo de volta para casa, mas caso o bebe nascesse com alguma deficiência ou aparência menos saudável, era considerado inútil e era abandonado para morrer. O teste também tinha uma segunda fase: o bebê era banhado com vinho... Se ele apresentasse algum sintoma alérgico, era diagnosticado como epilético e era abandonado. 50% dos bebês eram sacrificados nessa parte obscura da história. Conheça o Touro de Bronze

CONHEÇA O TEMIDO EXÉRCITO ESPARTANO


O TEMIDO RITUAL PHARMAKOS

     Em tempos de crise, guerra e pragas, quando a sociedade temia por sua sobrevivência, cada cidade deveria escolher o seu habitante mais feio - é muito provável que "feio" neste contexto significasse alguém com alguma deformidade. Os escolhidos seriam nomeados Pharmakos e serviriam como uma espécie de bode-expiatório, alguém em quem recaem as culpas alheias.
     Durante a cerimônia, que durava dias, os Pharmakos eram muito bem alimentados com as iguarias mais requintadas disponível na época, como figos, bolos e queijo. Também usavam boas vestimentas e colares com figos pretos e brancos, simbolizando homens e mulheres. O objetivo da cerimônia era livrar a comunidade das desgraças e isso era feito com a expulsão do escolhido da cidade. Durante o percurso, o Pharmakos era perseguido e apedrejado, podendo ser sacrificado pela população. Outros elementos eram arremessados, como bulbos de cebola e alho, que, na fé popular, repeliam o miasma, os maus espíritos e a má sorte.

O ROMANTISMO E A BELEZA NO SACRIFÍCIO

     A sociedade grega era obcecada pela beleza e pela pureza e os que fugiam destes padrões eram vistos como uma ameaça. As imperfeições físicas poderiam ser vistas até como uma falha moral e, por isso, muitas crianças com deficiências foram abandonadas fora dos muros da cidade. Há outro ponto importante: a mitologia grega sugere que o sacrifício humano tem o poder de salvar uma comunidade. Assim sendo, o ritual Pharmakos era uma catarse, representando a purificação de toda a sociedade através do sacrifício de seus membros marginalizados. Fonte

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